Ando a investir sozinho há anos.
O que me custou
não ter comunidade.
Em Portugal, falar de investimentos em jantares de família parece presunçoso. No trabalho parece que te estás a gabar. Nas redes sociais há demasiado ruído. O resultado? A maioria dos investidores individuais anda completamente à deriva, sem ninguém com quem pensar em voz alta.
Uma das frases que mais me marcou, e que recebi dezenas de vezes ao longo dos anos em variações quase idênticas, foi esta:
Não tenho amigos com quem possa trocar ideias sobre investimentos. A minha família acha que é perigoso. Os meus colegas de trabalho nem sabem o que é um ETF. Ando a tentar aprender sozinho com vídeos do YouTube, mas sinto que estou sempre a fazer as coisas às cegas.
Mensagem recebida de um leitor, típica de muitosNão é um caso isolado, é Portugal.
Há um estigma estranho à volta de falar sobre dinheiro e investimentos neste país. Falar de investimentos em contexto social pode ser interpretado como ostentação, como arrogância, como "estar a mostrar", e então a maioria das pessoas não fala, e investe no silêncio, sozinha, sem validação, sem contra-argumentos, sem o olhar crítico de quem percebe o tema.
Este isolamento tem custos reais. Custos que raramente se contabilizam, mas que se sentem.
O que o isolamento custa na prática
Quando alguém investe sozinho, não há ninguém para dizer "espera, já analisaste os fundamentos desta empresa?" ou "este preço já está dentro do valor intrínseco, és que já estás no topo?". O raciocínio fica preso numa única perspetiva, a do próprio, e os pontos cegos multiplicam-se.
Sem uma comunidade de referência, o investidor solitário fica à mercê do YouTube, do TikTok e dos grupos de Facebook onde proliferam as dicas milagrosas, o entusiasmo irracional e os "especialistas" que vivem de vender cursos sobre como ganhar dinheiro. Sem um grupo que pense de forma crítica, é difícil resistir ao ruído.
Quando o mercado cai 20% e as notícias são apocalípticas, o investidor solitário não tem com quem calibrar a resposta emocional. Não há ninguém a dizer "calma, os fundamentos das empresas que tens não mudaram". O pânico fica sem contrapeso, e é precisamente nos momentos de pânico que as piores decisões acontecem.
Aprender com os próprios erros é valioso, mas caro. Aprender com os erros dos outros é muito mais eficiente. Numa comunidade de investidores com experiência variada, cada pergunta colocada beneficia todos. O conhecimento que um membro ganhou com uma perda dolorosa está disponível para poupar a perda equivalente a outro.
Seguir uma estratégia com consistência durante anos, especialmente quando o mercado testa a paciência, é muito mais difícil sozinho do que rodeado de pessoas que partilham os mesmos princípios. A disciplina é contagiante. O pânico também.
O que muda quando se deixa de estar sozinho
Ao longo dos anos, recebi mensagens de pessoas que passaram de estar sozinhas a fazer parte de uma comunidade de investidores. O que descrevem não é apenas "aprendi mais", é uma mudança qualitativa na forma de tomar decisões.
Antes tomava decisões baseado no que via no YouTube. Agora coloco a dúvida no grupo e em 30 minutos tenho 4 perspetivas diferentes, incluindo pelo menos uma que contradiz o meu raciocínio inicial. Isso é o que mais me ajuda: ser desafiado por alguém que pensa da mesma forma que eu, mas vê um ângulo diferente.
Membro da comunidade Investir na BolsaEm março de 2020, quando o mercado estava a colapsar, o que me impediu de vender tudo foi o facto de estar no grupo e ver outros membros, com mais experiência, a explicar calmamente porque estavam a comprar em vez de vender. Sem isso, tinha saído no pior momento possível.
Membro que participou no jantar anual em PenafielPorque é que a maioria dos grupos online não resolve o problema
Existem muitos grupos de Facebook e canais de Telegram sobre investimentos em Portugal. O problema não é a falta de espaços, é a qualidade do que acontece nesses espaços.
A maioria dos grupos online tem três problemas estruturais que os tornam mais prejudiciais do que úteis: há demasiado ruído e demasiado pouco sinal, há pessoas com experiências e filosofias de investimento completamente diferentes a darem conselhos contraditórios, e há a ausência de qualquer mecanismo de qualidade, qualquer pessoa pode dizer qualquer coisa, sem responsabilidade.
O resultado é que o investidor que vai lá buscar orientação sai mais confuso do que entrou, e o mais perigoso: sai com uma falsa sensação de ter feito "pesquisa".
"Somos quase como uma família que se junta no grupo para partilhar ideias e recursos interessantes para quem está a investir em valor e a longo prazo."
Pedro Silva-Santos, sobre a comunidade Investir na BolsaO que uma boa comunidade de investidores oferece
Um jantar em Penafiel que diz tudo
Todos os anos, a comunidade reúne-se presencialmente num jantar de investidores em Penafiel, no Plaza Grill. Não é um evento de networking com apresentações formais e troca de cartões. É um jantar entre pessoas que partilham a mesma filosofia, e que, ao longo do ano, têm estado juntas no grupo a debater empresas, a questionar raciocínios, a atravessar crashes com a cabeça fria.
Um dos membros mais antigos, o Filipe, que investe há mais de 5 anos sem qualquer presença nas redes sociais, aparece todos os anos, e traz o filho pequeno. Porque para ele, aquele jantar representa algo que vai além dos investimentos, representa fazer parte de uma comunidade que pensa de forma diferente da maioria.
A 4OU7 nasceu exatamente para resolver este problema de escala, criar um espaço onde investidores com a mesma filosofia possam encontrar-se, analisar empresas juntos, questionar raciocínios, partilhar erros e aprender. Não um grupo de Facebook com milhares de pessoas a dizer coisas contraditórias. Uma comunidade com critério, com método e com cultura.
Terei sempre algo a aprender com quem tem os mesmos objetivos que eu, e investir rodeado de pessoas que pensam da mesma forma é muito mais eficaz, e muito menos solitário, do que fazê-lo no silêncio.
Experimenta antes de decidires
Cria conta gratuita na 4OU7 e usa a calculadora de valor intrínseco, os cenários e a watchlist com alertas nas empresas que já segues.
Experimentar grátis → Conta gratuita, sem cartão de crédito.Se depois quiseres tudo: 17€/mês, cancelas quando quiseres.



